Furnas - O mar de Minas

 

A Represa de Furnas é uma obra imponente.

Não é a maior do Brasil, mas ainda assim, um gigante no meio das montanhas de Minas Gerais.

Este lago é um exemplo da capacidade humana de mudar o curso das forças da natureza.

A água represada no sul de Minas contribui para a geração de energia em todas as usinas que estão instaladas abaixo do Rio Grande e nos rios Paranaíba e Paraná.

Quando chega o período de seca, Furnas libera água, que vai manter centenas de cidades iluminadas e milhares de empresas funcionando.

 

 

Em 28 de fevereiro de 1957, o presidente Juscelino Kubitscheck assinou, no Palácio Rio Negro, em Petrópolis, o decreto que autorizava a construção da Usina Hidrelétrica de Furnas. Fazer uma grande hidrelétrica era essencial para cumprir um plano de metas do ex-presidente JK.

Sua construção começou em julho de 1958, tendo a primeira unidade entrado em operação em 1963. A construção dessa usina, uma das maiores da América Latina na época, permitiu que se evitasse o colapso energético do País, na década de 60.

 

 

Como toda hidrelétrica, o Lago de Furnas causou vários impactos ambientais...

Belezas naturais desapareceram, como as corredeiras e canyons do magnífico Rio Grande.

E, com isso, várias espécies de peixes, mamíferos, pássaros, primatas, insetos, vegetais e etc, perderam suas casas naturais de milhares de anos...

Mas, em meio a uma trágica mudança ambiental, ao menos uma compensação surgiu, em meio às montanhas:

O MAR DE MINAS...

 

 

E várias belezas naturais também resistiram à engenharia humana, como as cachoeiras em diversas cidades atingidas pela barragem.

 

 

A Usina Hidrelétrica de Furnas foi a primeira a ser construída pela empresa que dela herdou o nome.

Está localizada no curso médio do Rio Grande, no trecho denominado "Corredeiras das Furnas", entre os municípios de São José da Barra e São João Batista do Glória, em Minas Gerais.

 

Fato interessante: foi o engenheiro da Cemig Francisco Noronha quem descobriu as Corredeiras das Furnas, quando saiu para pescar a convite da família Mendes Júnior.

Na época, a Cemig já procurava no Rio Grande um lugar ideal para construir uma usina. Diante de um cânion longo e profundo, o engenheiro Francisco, impressionado, tirou fotos, desenhou barragens sobre as mesmas, calculou a profundidade do reservatório e, em Belo Horizonte, apresentou seus estudos ao engenheiro John Reginald Cotrim, então vice-presidente da Cemig e futuro presidente de FURNAS.

 

Quando a Usina Hidrelétrica de Furnas foi inaugurada, Juscelino Kubitscheck não era mais presidente. Isso foi em 1965, durante a ditadura militar. JK estava com seus direitos políticos cassados e foi proibido de participar do evento.

O nome de JK foi ignorado durante as comemorações. Quem inaugurou a obra foi o General Humberto de Alencar Castelo Branco, o primeiro presidente do Regime Militar iniciado em 1964.

 

 

Este mar mudou a geografia das seguintes cidades mineiras:

Aguanil, Alfenas, Alpinópolis, Alterosa, Areado, Boa Esperança, Cabo Verde, Camacho, Campo Belo, Campo do Meio, Campos Gerais, Cana Verde, Candeias, Capitólio, Carmo do Rio Claro, Coqueiral, Cristais, Divisa Nova, Elói Mendes, Fama, Formiga, Guapé, Ilicinea, Itapecirica, Lavras, Nepomuceno, Paraguaçu, Perdões, Pimenta, Ribeirão Vermelho, São João Batista do Glória, São José da Barra, Três Pontas e Varginha.

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O Mar de Minas é de água doce e sua área equivale a seis Baías de Guanabara.

É uma imponente obra humana.

 

 

Vídeo: Hidrelétrica de Furnas

 

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