A igreja militante, padecente e triunfante

A Doutrina da Comunhão dos Santos

No Credo, a frase: "Na Comunhão dos Santos", vem após "Creio na Santa Igreja Católica", existindo uma boa razão para esta seqüência, porque uma é extensão da outra.

Todos os que estão no céu, canonizados ou não, isto é, os conhecidos e os desconhecidos, naturalmente participam da vida de Deus ainda mais diretamente do que nós. Assim, quando falamos da comunhão dos santos, não nos referimos simplesmente a ligação (comunhão) de um cristão com outro na terra, mas de nossa ligação com antigos membros da Igreja na terra e que agora estão no céu.

 

O Corpo Místico da Igreja é formado pela:

IGREJA MILITANTE, que somos nós, a
IGREJA PADECENTE, os que estão no purgatório e a
IGREJA TRIUNFANTE, os que estão no céu.

As almas que deixaram a terra e estão destinadas ao céu talvez tenham de se submeter à purificação no purgatório, antes que possam atingir sua meta. Estas também são santas, e estão em comunhão com o resto da Igreja.

Existe uma estreita ligação entre os membros da Igreja Militante e a maneira como as boas ações de um, beneficiam todo o resto.

São Paulo escreveu muito claramente sobre a importância do oferecimento de orações em benefício uns dos outros. Também é desta maneira que estamos em comunhão com a Igreja Triunfante. Os grandes méritos que os santos obtiveram, muito além das necessidades da sua própria salvação, fazem parte do tesouro da Igreja que pode ser aplicado em favor dos que ainda estão em luta aqui na terra.
Se, como diz São Paulo, nós na terra podemos orar em benefício uns dos outros com tal efeito, é evidente que os santos no céu, muito mais próximos de Deus do que nós podem orar e interceder por nós com poder ainda maior.

Existem fora da Igreja Católica os que fazem objeção a esta idéia. Eles dizem que Cristo receberá nossas preces diretamente e que é um desrespeito a Ele sugerir que precise de alguém para lhe levar os nossos pedidos. Isso, em parte, resulta de uma incompreensão.

Os católicos não acreditam que os santos, ou qualquer outra pessoa, tenham poder por si mesmo, porém somente na medida em que Deus lho dá. Também acreditamos que podemos, na realidade, aproximar-nos diretamente de Deus, como mostra claramente a principal oração da Igreja: a Santa Missa.

Mas lembramo-nos como Deus estava disposto a salvar Sodoma por amor de apenas dez homens justos, se os pudesse encontrar na cidade e como São Tiago tornou claro que as orações dos bons são do mais alto valor (Tg 5,16).

É uma questão de humildade acreditarmos que Deus ouvirá a prece dos pecadores mais facilmente quando forem apresentadas pelos seus amigos mais íntimos. Nossa comunhão com as almas do purgatório vem do fato de que por si mesmas elas nada podem fazer para terminar seu tempo de purificação. Seguindo a orientação da Bíblia de que "era um pensamento santo e saudável orar pelos mortos, para que fossem livres dos seus pecados" (II Mac 12,48), esperamos que nossas preces, e particularmente a Santa Missa possam ser aplicadas para abreviar seu tempo de purificação. E podemos ter certeza de que aqueles que chegaram mais depressa no céu, em virtude das nossas orações, não demorarão apagar sua dívida como membros da Igreja Triunfante.

Naturalmente, o maior de todos os santos é Maria, a mãe de Deus. Sua intimidade com seu filho dá a seus pedidos um poder que não é excedido por qualquer outra pessoa no céu. A Igreja a vê prosseguindo em sua grande colaboração na Redenção iniciada há mais de dois mil anos, pelas suas orações em benefício dos que ainda estão na terra. Se os santos, que também foram pecadores, conseguiram obter méritos extraordinários que podem ser aplicados a nós, quanto mais Nossa Senhora, que é livre de pecado.

Recorramos a Virgem Maria, para que, por sua intercessão e prece, vivendo nesta vida de Igreja Peregrina a comunhão com Seu amado Filho no Augusto Sacramento do Altar, o vivamos plenamente no céu, na majestosa Igreja triunfante.

 

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