Qual é a importância do Magnésio no organismo?

 

O magnésio é um dos componentes do grupo dos macrominerais. É um nutriente essencial para a vida, pois controla 18 outros minerais e tem participa de cerca de 300 funções bioquímicas e metabólicas.

Depois do potássio, o magnésio é o mineral intracelular mais abundante no organismo humano.

Pesquisas científicas têm demonstrado que, mesmo variações mínimas da concentração do magnésio nas células podem afetar o metabolismo, o crescimento e a proliferação celular.

A fonte natural de magnésio são os alimentos, notadamente as folhas verdes (a clorofila tem como base o magnésio), os cereais integrais, os frutos do mar, as frutas oleaginosas, as leguminosas, as sementes, os cereais. No entanto, solos pobres em magnésio produzem alimentos com menor carga do mineral.

 

  Das cerca de 300 reações bioquímicas em que o magnésio participa ou contribui, algumas das mais importantes são:  

 

· Atua no metabolismo das enzimas, sendo que sem ele as enzimas orgânicas não podem ser produzidas ou ativadas.

· É o mineral mais importante na geração da energia celular e corporal, pois participa da síntese e hidrólise do ATP, ativação e estabilização de macro moléculas como o DNA, e da atividade dos ribossomos, além de ativar e regular várias enzimas energéticas, entre elas a fosfatase alcalina, envolvida com o metabolismo do cálcio e do fósforo.

· É essencial ao metabolismo da glicose, à produção de energia celular, à síntese de proteínas e do DNA, à manutenção do potencial elétrico dos nervos e das membranas das células musculares, e para a transmissão do impulso elétrico através da jun­ção neuromuscular.

· Participa da duplicação dos ácidos nucléicos.

· Participa do mecanismo de excitabilidade neural e na transmissão dos impulsos nervosos atuando nas trocas iônicas da membrana celular.

· Faz antagonismo ao cálcio no sistema cardiovascular.

· É um íon dos mais importantes, como elemento ligado ao sistema imunológico. A sua redução determina diminuição da capacidade de defesa do organismo.

· E em combinação com o cálcio, regula a permeabilidade das membranas. Sua concentração nos fluídos extracelulares é crítica para a integridade e funcionamento do sistema nervoso, tanto na condução do estímulo nervoso, como na sua transmissão através da junção mioneural.

· Reforça as defesas naturais do organismo: duplica os glóbulos brancos

· Atua na formação dos tecidos, ossos e dentes, além de ajudar a metabolizar os carboidratos e controlar a excitabilidade neuromuscular. Sua falta provoca extrema sensibilidade ao frio e ao calor.

· Os íons de magnésio apresentam atividade nutricional e farmacológica, atuando na proteção contra diversos agentes neurotóxicos, como as aminas simpaticomiméticas e traumas físicos.

· Os estudos sobre o magnésio em cardiologia demonstram a eficiência de sua administração mesmo quando a sua taxa é normal no sangue (sem hipomagnesenemia).

· Estudos revelam o papel fundamental do magnésio na regulação do tônus vascular, prevenindo o espasmo das coronárias, as lesões cardiovasculares, assim como as taquicardias ventriculares.

· Várias evidências apontam o magnésio como um antagonista de metais pesados no organismo, atuando como um protetor e despoluidor.

 

  Os problemas resultantes da falta de magnésio:  

 

Até mesmo pequenas ou mínimas variações da concentração do magnésio nas células podem afetar negativamente o metabolismo, celular e, conseqüentemente, todo o organismo.

Sua deficiência favorece o aparecimento de distúrbios neuromusculares com hiperexcitabilidade neuromuscular e distúrbios do comportamento tais como: excitabilidade, ansiedade, cefaléia, fadiga mental, vertigens.

A deficiência crônica de magnésio conduz a uma baixa no nível da excitação neuromuscular, ou hiperexcitação, e a uma maior sensibilidade ao estresse, o que favorece ainda mais uma perda do mineral, gerando um círculo vicioso.

A depleção de magnésio passa por mecanismos muito complexos de desregulações nervosas e endocrinológicas, ligadas ao estresse agudo ou crônico, por aportes insuficientes de magnésio, ou devidos a uma perda urinária do íon.

A falta de magnésio acelera o envelhecimento das células humanas, o que pode estar vinculado a um risco maior de enfermidades ligadas à idade.

O déficit de magnésio é freqüentemente verificado nas situações s como dificuldade crônica de deglutição (ORL), vertigens, rinites persistentes relacionadas com hipersensibilidade da mucosa nasal, fadiga vocal (com dores faríngeas e de pigarro na garganta) e vários distúrbios psicossomáticos. Todos estes fenômenos tendem a desaparecer com a suplementação de magnésio.

A falta de magnésio na formação das células resulta em maior condensação de cálcio, determinando, com o tempo a perda da flexibilidade do corpo e o endurecimento das artérias. Estas deposições de cálcio são a causa de aproximadamente 80% de situações como artrites, dores ciáticas e infartos. A simples suplementação com magnésio permite a substituição progressiva do cálcio excessivo.

A falta de magnésio aumenta o tônus vascular agravando quadros de hipertensão arterial. Vários estudos evidenciam uma correlação importante entre diminuição do magnésio no organismo e aumento de doenças como infarto do miocárdio e arritmias.

A deficiência de magnésio provoca aumento da agregação plaquetária, aumento as taxas de colesterol e dos triglicérides.

O magnésio é indispensável à fixação de cálcio nos ossos. A sua falta pode causar ou agravar quadros de osteopenia e osteoporose no adulto e dificultar a calcificação correta dos ossos na infância e adolescência.

 

  Baixos níveis de magnésio estão presentes em situações tais como:  

 

Ácido úrico (excesso), AIDS, Arteriosclerose, Artrite, Artrose, Aterosclerose, Cálculos renais, Câncer, Depressão, Deslipidemias, Diabetes

Esclerose múltipla, Estresse, Fibromialgia, Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson, Osteoporose, Pressão alta, Síndrome da Fadiga Crônica

Tensão pré-menstrual (Distúrbio Disfórico Pré-Menstrual), TPM, Viroses em geral

 

Além das enfermidades e problemas escritos, estudos mostram que a deficiência de magnésio pode também causar alterações mais comuns como: ansiedade, irritabilidade, emotividade excessiva, quadros depressivos e agitação. Na infância pode causar hiperatividade. Além dessas alterações pode causar perda de apetite, azia, náu­seas, vômitos, cansaço matinal, fadiga, fraqueza muscular, cãibras, tremores, e alteração do sistema nervoso central.

 

 

  Como diagnosticar a falta de magnésio?  

 

É relativamente difícil conhecer a quantidade de magnésio do organismo humano. Os testes comuns de sangue não mostram a distribuição e a concentração real do magnésio, o que, frequentemente, leva a interpretações errôneas diante de resultados que apontam níveis orgânicos de magnésio aparentemente satisfatórios. Muitos autores usam e indicam o teste da carga magnesiana (TCM) como o melhor teste diagnóstico e terapêutico.

A opção prática é a avaliação dos sinais e sintomas clínicos, porém, a dificuldade maior no diagnóstico clínico da carência de magnésio é que não existe sintomatologia clara para a falta crônica do mineral em pequena escala, só sendo possível concluir algo apenas diante de quadros agudos de hipomagnesenemia.

 

Deve-se pensar em carência de magnésio diante de sinais e sintomas como:

 

· Redução da capacidade imunológica, em situações como gripe freqüente, fragilidade para viroses e friagens, etc.

· Adinamia, ou fraqueza orgânica constante, sem causa aparente.

· Falta de concentração mental e capacidade de memória reduzida.

· Sensibilidade exagerada ao frio.

· Alterações constantes do humor.

· Alterações digestivas

 

  Causas da redução da quantidade de magnésio no organismo:   

 

Várias são as causas da redução das taxas de magnésio no organismo, sendo que os cientistas apontam como principais, segundo uma ordem relativa de importância, segundo a faixa etária, fatores alimentares, culturais, geográficos, etc., as seguintes:

· Alimentos pobres em magnésio

· Antinutrientes presentes na alimentação

· Água pobre em magnésio

· Sal refinado pobre em magnésio

· Estresse

· Fatores, doenças e condições espoliantes de magnésio.

 

 

Antinutrientes presentes na alimentação

 

Existem dezenas de fatores antinutrientes, mesmo naturais, presentes na alimentação moderna, como os fitatos dos cereais, a antitripsina da soja e das leguminosas, etc. Porém, nada se compara à ação antinutriente do açúcar branco, ou refinado, obtido pela síntese da sacarose da cana-de-açúcar. Por isso, o açúcar refinado atua no organismo do mesmo modo que uma droga, pois fornece glicose de modo muito rápido e acentuado, o que produz grandes quantidades de ácido carbônico, elevando assim o teor ácido do sangue, tendo como resultado a precipitação imediata de todo cálcio e magnésio próximos ao local das reações químicas. Chama-se a isto de ação desmineralizante. Com o uso constante e de grandes quantidades de açúcar, o organismo vai se espoliando de minerais, principalmente de magnésio, mais sensível do que o cálcio às mudanças de pH sanguíneo.

Vários estudos, inclusive recentes, confirmam que o consumo excessivo ou mesmo regular de açúcar refinado tende a reduzir os níveis disponíveis de magnésio no sangue.

O açúcar é prejudicial á saúde por ser um produto muito concentrado que desestabiliza os mecanismos de compensação do organismo e exige complementação bioquímica, o que produz perdas minerais (cálcio, magnésio, etc.) crônicas e constantes.

Por isso, por sua ação desmineralizante, antinutriente, condicionante, desreguladora e viciante açúcar é considerado um dos produtos mais prejudiciais ao organismo. Hoje as pessoas praticamente viciaram-se no açúcar. Só nos Estados Unidos, a média de consumo de açúcar é de aproximadamente 200 gramas por pessoa, o que significa 6 quilos de açúcar por mês e quase 100 quilos por ano.

O hábito de usar o açúcar branco surge do condicionamento do paladar desde o nascimento, quando as mamadeiras do aleitamento artificial já recebem sacarose ou outras formas concentradas de açúcares.

Uma das formas de evitar a perda de magnésio (e de outros nutrientes) é substituir o açúcar refinado pelo mascavo, mel, etc. ou o acostumar-se ao próprio açúcar natural presente nos alimentos. Muitos dos adoçantes artificiais disponíveis no mercado, notadamente aqueles à base de sacarina, ciclamatos ou aspartame, também espoliam magnésio, sendo este último o mais ativo nesse sentido.

Adoçantes à base de estévia natural desde que realmente produzidos com essa planta não produzem perda de magnésio.

 

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