O favorzinho

 

Um sujeito vai visitar um amigo deputado, que há muito tempo não via, e aproveitou para lhe pedir um emprego para o seu filho que tinha acabado de completar o supletivo do primeiro grau.

- Claro, meu amigo!... Eu tenho uma vaga de assessor parlamentar. Ele nem precisa vir cá. Só que o salário não é lá grandes coisas não...

- Quanto que é, doutor?

- Ah! É... é um pouco mais de dez mil reais!

- Dez mil!!!!???? Doutor!... mas é muito dinheiro para o garoto! Ele não vai saber o que fazer com tudo isso não, doutor!!!! Não tem uma vaguinha mais modesta?

- Só se for para trabalhar aqui na Assembléia. Mas tem um problema: aí ele vai ter que comparecer meio período pelo menos uns três dias na semana.

O deputado continuou:

- Ah! E tem mais: eles estão pagando só sete mil!

- Sei lá, doutor. Eu acho que ainda é muito! Isso vai acabar estragando o menino!

 

- Bom, então vejamos: tenho uma de consultor. Estão pagando cinco mil reais por mês. Mas ele tem que comparecer de segunda a sexta. Nem que seja umas duas horas na parte da manhã. Serve?

- Isso tudo é muito ainda, doutor. O Senhor não tem um emprego que pagasse uns mil e quinhentos ou até dois mil reais???

- Tá bom!... Ter até tenho, mas aí é só por concurso e é para quem tem curso superior, pós graduação ou mestrado. Ele teria que ter bons conhecimentos em informática, teria que saber inglês e deveria comprovar amplo domínio da língua portuguesa e também conhecimentos gerais.

- Outra coisa... continuou o parlamentar amigo. Além do mais, ele terá que comparecer ao trabalho todos os dias, bater cartão e cumprir uma carga de pelo menos oito horas, sem pagamento de hora-extra se tiver que ficar até mais tarde.

 

Pior que é a realidade...

 

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